
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a preparação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2027 no Rio Grande do Norte. A primeira Reunião Censitária Estadual foi realizada nesta terça-feira (25), no auditório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Natal.
A operação prevê a visita a aproximadamente 100 mil endereços nos 167 municípios potiguares. O levantamento será realizado em diferentes etapas, com coleta de informações pela internet e visitas presenciais de agentes do IBGE.
O cadastro prévio dos estabelecimentos agropecuários está previsto para começar em outubro de 2026. A partir de março de 2027, os produtores poderão preencher os dados pela internet. Já a coleta presencial deve começar em junho de 2027, com recenseadores utilizando tablets durante as entrevistas.
Módulo Geoespacial será novidade
Uma das novidades da 12ª edição do Censo Agropecuário será o Módulo Geoespacial. A ferramenta permitirá que os produtores identifiquem, sobre imagens de satélite, a distribuição das culturas existentes dentro das propriedades.
O levantamento também abrangerá localidades onde vivem povos e comunidades tradicionais, incluindo:
- Quilombolas;
- Indígenas;
- Pescadores artesanais.
Para a execução da operação no Rio Grande do Norte, o IBGE prevê a abertura de mais de 400 vagas temporárias para recenseadores. A seleção será regulamentada por edital.
Informações sobre produção no estado
O Censo Agropecuário reúne informações diretamente dos produtores sobre as características dos estabelecimentos e das atividades desenvolvidas no campo.
“O Censo Agropecuário é a única pesquisa que visita todos os estabelecimentos agropecuários do país. Nosso objetivo é obter, diretamente com os produtores, informações sobre o que, onde, quanto e como se produz, seja na agricultura familiar ou em grandes propriedades, para comercialização ou autoconsumo”, afirmou o coordenador operacional do Censo Agropecuário no RN, Samuel Marques.
Os dados coletados deverão contribuir para a produção de informações sobre a realidade agropecuária, florestal e aquícola do Rio Grande do Norte, abrangendo tanto propriedades voltadas à comercialização quanto unidades destinadas ao autoconsumo.













