
A Rio Grande do Norte deve registrar novos aportes industriais ao longo de 2026, com 71% das empresas planejando investimentos, segundo a pesquisa Investimentos da Indústria Potiguar 2025-2026, realizada pelo Observatório da Indústria Mais RN e integrada ao levantamento nacional da Confederação Nacional da Indústria.
Do total de investimentos previstos, 61% correspondem a planos já em andamento, enquanto 25% integram novos projetos. O estudo ouviu 24 empresas dos setores extrativo, de transformação e da construção, abordando fatores como motivações, dificuldades, fontes de financiamento e objetivos dos aportes.
De acordo com o economista João Lucas Dias, o ambiente econômico ainda influencia o ritmo das decisões empresariais. “Os resultados da pesquisa confirmam que, embora haja interesse em investir, a indústria potiguar atua sob um ambiente de cautela e incerteza, impactando diretamente o planejamento e a execução de novos projetos”, afirma.
Destino dos investimentos
Entre os principais objetivos apontados pelas empresas para 2026 estão:
- ampliação da capacidade produtiva (27%)
- melhoria do processo produtivo (26%)
- introdução de novos produtos (20%)
- introdução de novos processos produtivos (7%)
- não responderam (20%)
Fontes de financiamento
A pesquisa indica predominância do uso de capital próprio para financiar os investimentos:
- 26% utilizarão apenas recursos próprios
- 40% majoritariamente recursos próprios
- 20% majoritariamente recursos de terceiros
- 14% não souberam informar
Desempenho em 2025
O levantamento também analisou o comportamento das empresas no ano anterior. Em 2025, 76% das indústrias realizaram algum tipo de investimento, embora nem todos tenham sido concluídos conforme o planejamento:
- 41% executaram parcialmente
- 38% realizaram conforme o previsto
Entre as motivações, o desenvolvimento do capital humano foi apontado como “importante” ou “muito importante” por 92% das empresas.
Obstáculos identificados
Os empresários indicaram como principais entraves para os investimentos em 2025:
- incertezas econômicas (68%)
- expectativa de demanda insuficiente (58%)
- incertezas setoriais (53%)
“Esses resultados mostram que a realização dos investimentos foi impactada negativamente por uma combinação de fatores macroeconômicos e especificidades de mercado”, afirma João Lucas Dias.













