
O novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (11), aponta que a influenza A apresenta sinal de crescimento nas hospitalizações em vários estados do Nordeste, incluindo Bahia, Piauí e Ceará. A tendência contrasta com o Sudeste, onde as internações continuam caindo, mas de forma mais lenta em Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O InfoGripe, iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS), monitora casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e fornece dados estratégicos para vigilância em saúde pública. A análise divulgada refere-se à Semana Epidemiológica 49 (30 de novembro a 6 de dezembro).
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta: “Qualquer sinal de piora dos sintomas da gripe, como febre persistente ou desconforto respiratório, o recomendado é procurar atendimento médico”. Ela reforça a necessidade de vacinação em grupos de risco, diante do aumento de hospitalizações na região.
Perfil das hospitalizações no Nordeste
Nos estados nordestinos, a tendência de crescimento de SRAG causada pela influenza A é mais evidente em crianças, adolescentes e idosos. Enquanto o rinovírus lidera as internações de crianças até 14 anos, em lactentes de até 2 anos há maior incidência de casos classificados como “outros”, principalmente por metapneumovírus.
Apesar do aumento, nenhuma unidade do Nordeste apresenta SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento a longo prazo. Entre as capitais, nenhuma capital nordestina registrou atividade de SRAG em risco nas últimas semanas epidemiológicas.
Ano epidemiológico 2025
No Brasil, já foram notificados 220.556 casos de SRAG, sendo 115.872 positivos para algum vírus respiratório, dos quais 23,1% são de influenza A. Nas últimas quatro semanas, a prevalência na região Nordeste segue o padrão nacional, com influenza A predominando entre os casos graves.
Quanto aos óbitos, 48,4% foram causados por influenza A, enquanto Sars-CoV-2 representou 24,2% dos casos positivos em 2025. Nas últimas semanas, a Covid-19 foi responsável por 40,5% das mortes confirmadas, mostrando a necessidade de atenção contínua a idosos e grupos vulneráveis.
*Com Informações de Fiocruz
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