
O ativista potiguar Ivan Baron, conhecido pela atuação em defesa da inclusão das pessoas com deficiência, respondeu às críticas recebidas após se filiar ao MDB e anunciar pré-candidatura a deputado estadual. Em entrevista à Rádio Cidade, nesta segunda-feira (27), ele afirmou que sua atuação política não se orienta por “rótulos ideológicos” e que a pauta da inclusão não pode ser associada a um único campo político.
Aos 27 anos, Baron declarou que a decisão de se filiar ao MDB levou em conta critérios de viabilidade eleitoral e compromisso com a causa que representa. “Desde o momento em que eu anunciei a minha pré-candidatura, eu já senti, na pele, essa picuinha. Inclusão não tem lado. Eu não me rendo a rótulos. Eu vou para o espectro que melhorar e incluir a vida das pessoas”, disse.
O ativista reconheceu que críticas fazem parte do ambiente político, mas relatou episódios que ultrapassaram o debate de ideias. “Eu não esperava ataques e perseguições do tipo me chamarem de ingrato, traíra”, afirmou, ao destacar que nunca integrou outra legenda e, portanto, não rompeu vínculos partidários anteriores.
Sobre a escolha pelo MDB, Ivan afirmou que buscou um partido com condições reais de disputa. “É preciso analisar as melhores formas de a gente ter uma candidatura competitiva, viável, que de fato dê segurança. Porque eu não estou entrando numa aventura”, declarou. Segundo ele, o foco do projeto político é “defender e melhorar a qualidade de vida de tanta gente que ainda é abandonada pelo poder público”.
Ivan também explicou que o diálogo com o MDB começou a partir de convite do vice-governador Walter Alves, presidente estadual da sigla, e incluiu conversas em âmbito nacional, inclusive com o presidente do partido, deputado federal Baleia Rossi. Ao comentar as articulações, reforçou que a pauta da inclusão não está sujeita a negociação. “A minha pauta é algo inegociável, porque vai além de política, é uma pauta de vida”, afirmou, acrescentando: “Não adianta eu vir a um partido ou uma sigla que eu me venda, porque comigo não rola”.
Apesar da filiação, o pré-candidato disse manter posições progressistas e apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu sempre tive uma aproximação mais à galera progressista. Até porque eu sou um apoiador assumido do presidente Lula. Em 2026, eu apoio a sua reeleição”, afirmou, ressaltando que isso não o impede de fazer críticas quando considerar necessário.
Ivan Baron também criticou a polarização política e afirmou que evita diálogo com extremismos. “Eu não compactuo, não dialogo com pré-candidatos extremistas, seja tanto do espectro da direita quanto da esquerda. Porque quando radicaliza a discussão, não dá brecha para o debate e principalmente ao diálogo”, disse.













