
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça teria sido informado de que seu nome foi discutido durante um jantar realizado no início de agosto na residência do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, segundo quem o encontro teria tratado de estratégias para enfraquecer a atuação de Mendonça.
O jantar ocorreu no dia 4 de agosto e reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Alexandre de Moraes e outros convidados. De acordo com a coluna, o encontro não constava nas agendas oficiais das autoridades.
Mendonça é relator no STF de processos envolvendo o Banco Master e as fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dois casos têm repercussões políticas para o governo federal.
Segundo a publicação, o gabinete de Mendonça recebeu informações sobre a discussão envolvendo o ministro. A coluna não detalha quais medidas teriam sido consideradas no encontro nem apresenta, no texto de origem, manifestação dos citados sobre a suposta articulação.
Jantar teve Lula e Alcolumbre entre os convidados
O encontro na residência de Moraes durou aproximadamente três horas. Conforme a informação publicada por Lauro Jardim, a reunião tinha como um dos objetivos aproximar Lula e Alcolumbre, que estavam em posições divergentes após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF.
Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin teriam participado das conversas destinadas a aproximar o presidente da República e o presidente do Senado.
A informação sobre a suposta discussão envolvendo Mendonça acrescenta outro elemento ao encontro, que não estava registrado nas agendas oficiais dos participantes.
Mendonça relata processos de impacto político
André Mendonça ocupa a relatoria de dois processos de grande repercussão no STF. Um deles envolve o Banco Master e outro trata das investigações sobre fraudes no INSS.
As decisões relacionadas aos casos podem produzir efeitos políticos e institucionais, especialmente por envolverem órgãos públicos, agentes políticos e empresas.
Até a publicação das informações utilizadas nesta reportagem, não foram apresentados detalhes sobre uma eventual decisão formal para alterar a condução dos processos ou limitar a atuação de Mendonça.













