
A cantora e compositora potiguar Khrystal lançou nesta semana uma campanha de financiamento coletivo para custear a produção do novo álbum da carreira, intitulado “Aghora”. As contribuições podem ser realizadas pela plataforma Vakinha.
Segundo a artista, o disco traz reflexões sobre o tempo presente, memórias e perspectivas para o futuro.
“Estamos preparando um álbum sobre urgências do agora, sobre curar o passado, sobre viver o presente e cultivar o futuro”, afirmou Khrystal.
A cantora também ressaltou o caráter coletivo da produção e convidou o público a participar do projeto.
“Pela história que vem sendo construída e pelo futuro que virá, ‘Aghora’ convoca sua presença conosco e sua colaboração”, complementou.
Com 26 anos de carreira, Khrystal iniciou sua trajetória artística aos 17 anos, realizando apresentações em bares de Natal. Posteriormente, aprofundou pesquisas sobre o coco nordestino, influência presente em seu primeiro álbum, “Coisa de Preto”, lançado em 2007.
Entre 2008 e 2012, período em que lançou o segundo disco, a artista participou de programas de televisão, integrou o elenco de um filme dirigido por Alceu Valença e realizou turnês nacionais e internacionais.
A projeção nacional veio em 2013, após a participação no programa The Voice Brasil. Em 2016, lançou o terceiro álbum da carreira e, dois anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro para atuar em um musical em homenagem à cantora Elza Soares.
Durante a pandemia da Covid-19, Khrystal lançou um disco com o coletivo Retrovisor e também um EP solo, em 2021.
Sobre o novo trabalho, a artista informou que o álbum está em fase de mixagem.
“O que posso adiantar é que estamos gostando muito do resultado. O disco é um retrato muito fiel do momento que estou vivendo agora enquanto artista. Está em processo de mixagem e não vai demorar para estar disponível”.
Além da produção do novo álbum, Khrystal participou recentemente do Ano Cultural Brasil-China 2026, dentro da programação do JZ Festival, realizado entre os dias 30 de abril e 5 de maio.
“Para mim é uma honra poder levar a bandeira do nosso Estado e do Brasil tão longe. É um momento muito importante da minha carreira e também do nosso país, pois marca o estreitamento das relações diplomáticas com a China, um novo momento da nossa história”, disse a cantora em entrevista ao jornal O Correio de Hoje.
A artista também comentou sobre a diversidade da produção cultural potiguar e o crescimento da presença de músicos nordestinos em circuitos internacionais.
“É plural. Somos híbridos. Na cultura potiguar é muito difícil a gente ser purista. E, ao mesmo tempo, tudo o que eu faço é potiguar. É genuinamente potiguar e brasileiro. Acho que é uma questão mais das pessoas elaborarem isso do que eu. Acho tudo o que eu faço muito potiguar, mas não consigo dizer exatamente o que é que determina isso. É um mistério”.
“Nós já mostramos que sobra talento em todos os nordestes que há dentro do Nordeste. Produzimos arte de qualidade, música brasileira. Sempre houve quem utilizasse o termo ‘música regional’ para tentar diminuir a arte que fazemos aqui. Mas os lugares que sempre chegamos mostram que a nossa arte é grande, do tamanho do Brasil”.













