
O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, na última semana, a Lei nº 12.634, que reconhece o projeto “Seis e Meia” como Patrimônio Cultural, Artístico e Imaterial do estado. A proposta é de autoria do deputado estadual Hermano Morais (PV) e oficializa o valor histórico de uma das iniciativas mais duradouras da música potiguar.
Criado em 1995 por William Collier, o “Seis e Meia” surgiu com a proposta de valorizar artistas locais, promover encontros entre nomes consagrados e novos talentos e ampliar o acesso da população à produção cultural. As apresentações começaram no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, com ingressos a preços simbólicos e foco na qualidade artística.
Com o passar dos anos, o projeto ampliou sua atuação para outras cidades, como Mossoró, João Pessoa e Fortaleza, e passou a ser reconhecido nacionalmente. Durante o período de produção musical conduzido por José Dias, entre 1995 e 1998, e com apoio da Fundação José Augusto, o “Seis e Meia” realizou mais de 2.200 shows e reuniu cerca de 800 músicos convidados. Entre os participantes estão nomes como Ademilde Fonseca, Elino Julião, Marina Elali, Roberta Sá, Carlos Zens e Dudé Viana.
Ao justificar a proposta, Hermano Morais avaliou que o projeto representou um “divisor de águas” para a produção cultural do Rio Grande do Norte. Segundo o parlamentar, ao priorizar um modelo acessível ao público, a iniciativa contribuiu para a valorização da identidade cultural potiguar, revelou gerações de artistas e aproximou o público de sua própria história.
O deputado também destacou os reflexos do projeto na economia criativa local, com impacto direto na atuação de técnicos, produtores, músicos, fotógrafos e jornalistas, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no estado.
Para Hermano Morais, o reconhecimento oficial do “Seis e Meia” configura um “ato de justiça histórica”. De acordo com ele, a medida “visa preservar um legado que, há mais de três décadas, emocionou plateias, promoveu encontros artísticos e reafirmou o poder da cultura potiguar como ferramenta de transformação social, homenageando o povo norte-rio-grandense, os artistas e o idealizador do projeto, cuja visão e persistência transformaram um sonho em um patrimônio cultural vivo e perene”.













