
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que irá revogar um decreto de 2017 que impede o governo federal de arcar com os custos do traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior. A decisão ocorre após o falecimento da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, na Indonésia.
Juliana morreu após cair durante uma trilha no segundo maior vulcão do país, e seu corpo foi localizado na última terça-feira (24), depois de cerca de 15 horas de buscas realizadas pela Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas) e forças de segurança locais.
“Quando chegar a Brasília vou revogar o decreto e fazer outro para que o governo assuma a responsabilidade de custear as despesas da vinda do corpo dessa jovem para o Brasil”, afirmou Lula.
O presidente contou que conversou por telefone com os pais da jovem e prometeu apoio total à família. “Eu disse para ele que eu sei que não existe nada pior do que um pai ou a mãe perder um filho. (…) É um sofrimento que não tem cura. Eu falei para o seu Manoel [Marins, pai de Juliana], a gente vai ajudar no seu sofrimento, resgatando a sua filha e trazendo. Vamos cuidar de todos os brasileiros, estejam eles onde estiverem”, declarou.
Mais cedo, o presidente já havia informado em uma rede social que havia determinado ao Itamaraty que prestasse apoio à família de Juliana.
A família da jovem criticou a atuação das autoridades locais durante o resgate. Em uma publicação feita na quarta-feira (25), os parentes afirmaram que houve negligência por parte da equipe de salvamento.











