
O tratamento da dermatite atópica no Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar com novos recursos. O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (27), no Diário Oficial da União, três portarias que oficializam a incorporação de medicamentos antes indisponíveis na rede pública: as pomadas tacrolimo e furoato de mometasona, além do medicamento oral metotrexato. As medidas constam nas portarias nº 17, 18 e 31.
A decisão, que contou com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), visa fortalecer a assistência integral às pessoas com a doença, desde quadros iniciais até os casos mais severos. A dermatite atópica é uma enfermidade crônica, de origem genética, marcada por pele seca, inflamação e coceira intensa, frequentemente afetando crianças.
“Um fator importante do tratamento é o enfrentamento a estigmas sociais impostos às pessoas que vivem com a condição, que, muitas vezes, convivem com preconceitos em vista das lesões visíveis na pele”, explicou Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Segundo ela, o impacto da doença vai além do aspecto físico. “Ela acomete, muitas vezes, crianças em idade escolar que podem deixar de ir às aulas por isso”, destacou.
Novas opções no tratamento
A pomada tacrolimo, por ser de alto custo, era de difícil acesso para muitas famílias, o que torna sua incorporação ao SUS um avanço significativo. Tanto ela quanto o furoato de mometasona são indicados para pacientes que apresentam resistência a tratamentos anteriores ou que não podem utilizar corticosteroides.
Já o metotrexato, utilizado por via oral, é voltado ao controle de casos graves, especialmente em pacientes que não podem fazer uso da ciclosporina, medicamento já disponível na rede pública. Atualmente, o SUS oferece ainda duas opções de corticosteroides de potência leve: dexametasona creme e acetato de hidrocortisona creme, além da própria ciclosporina, para quadros mais intensos.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2024 e 2025 foram realizados mais de 500 mil atendimentos ambulatoriais e mais de mil hospitalizações relacionadas à dermatite atópica em todo o país.
Como buscar atendimento no SUS
O paciente que apresentar sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A partir da avaliação clínica, se necessário, será feito o encaminhamento para um dermatologista, que poderá prescrever os medicamentos apropriados ao caso, agora com mais opções terapêuticas disponíveis.
*Com Informações de Agência Gov
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