
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20) que auditorias realizadas pela pasta em 2024 ajudaram a Polícia Federal nas investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A declaração foi dada durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”.
Segundo o ministro, os levantamentos feitos pelo Ministério da Previdência Social identificaram investimentos considerados irregulares em Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios, cujos dados foram posteriormente encaminhados à Polícia Federal.
“Os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024”, declarou Wolney Queiroz.
O ministro também afirmou que não existem recursos de fundos de pensão supervisionados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aplicados na instituição financeira.
“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”, afirmou Wolney Queiroz.
De acordo com ele, as auditorias realizadas pela Previdência foram utilizadas pela Polícia Federal nas operações conduzidas em municípios onde foram detectados investimentos classificados como desordenados ou irregulares.
“Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal”, disse.
O ministro informou ainda que as auditorias já foram encerradas e que as informações permanecem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
“As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações”, afirmou.
Durante a entrevista, Wolney Queiroz também comentou as ações do governo federal para ressarcir aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Segundo ele, mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos a cerca de 4,5 milhões de segurados em todo o país.
“Não foi a fraude do INSS. A fraude foi aos segurados do INSS e contra o INSS. O nosso governo, com a transparência e a liberdade dos órgãos de controle da Polícia Federal e da CGU, encontrou a fraude e extinguiu a fraude”, declarou.
O ministro reforçou ainda que o prazo para contestação dos descontos foi prorrogado por mais 90 dias, até 20 de junho. A solicitação pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou em agências dos Correios.
“A gente ampliou duas vezes o prazo. Até 20 de junho todo mundo que procurar e tiver direito vai ser ressarcido”, disse.
Wolney Queiroz também destacou que o governo implementou novos mecanismos de controle para reduzir riscos de fraudes em descontos associativos e crédito consignado, incluindo etapas de biometria.
Ainda durante a entrevista, o ministro afirmou que a Força-Tarefa Previdenciária já realizou 63 operações em parceria com a Polícia Federal desde o início de sua gestão, com previsão de economia de R$ 350 milhões aos cofres públicos.
Outro tema abordado foi o pagamento da pensão vitalícia para crianças com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika. Segundo o ministro, o governo mantém ações para orientar famílias e ampliar o acesso ao benefício.
“O desejo do Ministério é pagar a todo mundo a pensão vitalícia e a indenização”, afirmou.













