
Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) completam 99 dias de greve nesta segunda-feira (1º), mantendo a mobilização em defesa do cumprimento integral do acordo firmado com o governo federal após a paralisação de 2024. Como parte das atividades do movimento, a categoria realizará uma nova assembleia de greve na próxima quarta-feira (3), às 9h, no auditório da Reitoria da UFRN, em Natal.
A reunião foi convocada pelo Sintest-RN (Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte) e terá como pauta informes gerais, avaliação da conjuntura nacional, escolha dos delegados que representarão a categoria no Congresso Nacional da Categoria (CNG) e definição dos próximos encaminhamentos da greve.
O movimento local integra a paralisação nacional dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs). Segundo informações divulgadas pelo ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a greve teve início em 23 de fevereiro e já alcançou mais de 50 instituições federais de ensino em todo o país.
De acordo com a entidade, a principal reivindicação dos trabalhadores é o cumprimento integral do acordo firmado ao término da greve de 2024. A categoria também cobra a retomada imediata das negociações com o governo federal para discutir demandas relacionadas à carreira e à valorização profissional.
Entre os pontos considerados pendentes pelas entidades sindicais está o reposicionamento de aposentados enquadrados no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). Segundo a Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), a medida deveria entrar em vigor em 2026, mas ainda não foi implementada.
Outro tema apontado pelos representantes dos servidores envolve trabalhadores que ficaram fora do plano de carreira e que, segundo o movimento, recebem vencimentos próximos ao salário mínimo há mais de duas décadas.
Além do cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo, a pauta da greve inclui a reestruturação da carreira dos técnicos-administrativos, a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a recomposição salarial e a inclusão dos aposentados nos benefícios relacionados ao programa.
A expectativa da categoria é que a assembleia desta semana avalie o cenário das negociações e defina os próximos passos do movimento, que se aproxima da marca de 100 dias de paralisação.
Técnico-administrativos da UFRN aderem a paralisação nacional











