
O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou a cassação dos diplomas do prefeito eleito de Montanhas, Antônio Marcolino Neto, e de seu vice, Ronaldo Pereira Ferreira de Farias, por suspeita de compra de votos nas eleições municipais de 2024. A ação foi apresentada pela coligação Povo Unido, Montanhas Forte, composta pelos partidos Republicanos, MDB, PSB, União Brasil e PSD, além do candidato derrotado Algacir Antônio de Lima Januário.
De acordo com a denúncia, Antônio Marcolino Neto teria entregue R$ 500 em dinheiro a uma eleitora durante evento político realizado em 7 de setembro de 2024. A testemunha confirmou, em audiência, ter recebido o valor diretamente do candidato em troca de apoio eleitoral. Embora atualmente tenha domicílio eleitoral em Goiás, Antônia afirmou ter laços familiares com Montanhas e estar na cidade no período da campanha.
Além da acusação de compra de votos, a coligação também apontou práticas de abuso de poder econômico e político, alegando:
- Distribuição de combustíveis para simpatizantes durante carreata realizada em 15 de setembro de 2024;
- Uso das instalações do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) como comitê eleitoral informal, para produção de materiais de campanha.
O Ministério Público Eleitoral, no entanto, acolheu apenas parte das alegações. Em sua manifestação, considerou procedente apenas a denúncia relacionada à compra de voto. O pedido de cassação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral e cabe recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE).













