
Manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizaram protestos na manhã desta segunda-feira (9) em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. As mobilizações ocorreram em trechos da BR-101, no município de Touros, e da BR-405, na região da Chapada do Apodi.
Segundo o movimento, os manifestantes ocuparam as rodovias e interromperam o trânsito durante os atos. As mobilizações fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada em diversas regiões do país entre os dias 8 e 12 de março.
De acordo com o MST, as mulheres participantes do protesto reivindicam o atendimento de pautas apresentadas ao governo estadual e criticam impactos de grandes projetos de energia eólica em áreas rurais. O movimento afirma que a expansão desses empreendimentos pode afetar o modo de vida de comunidades do campo.
Chapada do Apodi
Na Chapada do Apodi, no Oeste potiguar, a mobilização também incluiu reivindicações relacionadas à reforma agrária. O movimento pede celeridade na desapropriação de áreas ligadas ao Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba).
Segundo o MST, cerca de 100 famílias aguardam assentamento na região. O grupo também afirma que outros 10 acampamentos reivindicam acesso à terra na área, que, segundo o movimento, não registra desapropriações há cerca de duas décadas.
Protesto em Touros
No município de Touros, no litoral Norte do estado, as manifestantes criticaram o avanço de empreendimentos energéticos em territórios rurais. O MST afirma que a expansão dessas atividades pode restringir o uso da terra e afetar comunidades locais.
A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra ocorre com o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”. Segundo o movimento, as mobilizações também buscam chamar atenção para a situação da reforma agrária no país.
Em nota, o MST afirma que as ações denunciam a paralisação da política de reforma agrária e criticam o modelo produtivo que, segundo o movimento, “prioriza o agronegócio e a produção de commodities, aprofundando desigualdades, violência no campo, fome e pobreza”.













