
Um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mapeou a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros e revelou profundas desigualdades regionais. Utilizando o Índice de Progresso Social (IPS), o levantamento avaliou fatores como acesso à saúde, segurança, educação, moradia e direitos individuais.
No Rio Grande do Norte, Natal aparece com pontuação de 65,63, sendo uma das cidades mais bem posicionadas do estado. Outras cidades potiguares que também obtiveram índices considerados altos foram Santana do Seridó (66,67), Riacho da Cruz (66,13) e Parnamirim (64,10).
Confira as notas de alguns municípios do RN no ranking nacional:
- Santana do Seridó – 66,67
- Riacho da Cruz – 66,13
- Natal – 65,63
- Parnamirim – 64,10
- Ipueira – 63,52
- Pau dos Ferros – 63,43
- Viçosa – 63,06
- Jardim do Seridó – 62,79
- Caicó – 62,70
- Doutor Severiano – 62,58
O IPS foi construído com base em 57 indicadores distribuídos em três grandes áreas:
- Necessidades Humanas Básicas – como alimentação, moradia, saúde e segurança.
- Fundamentos do Bem-Estar – incluindo educação fundamental, meio ambiente e qualidade de vida.
- Oportunidades – acesso ao ensino superior e respeito aos direitos individuais.
A média nacional apresentou ligeira melhora em relação a 2024, quando a série histórica do estudo teve início. No entanto, o ranking continua refletindo disparidades regionais. Das 20 cidades com os maiores índices de qualidade de vida, 18 estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 com os menores índices, 19 estão no Norte e Nordeste, com destaque para o estado do Pará, que ocupa 12 dessas posições, mesmo sendo sede da próxima Conferência Mundial do Clima, a COP30.
As cidades com maior índice de qualidade de vida do Brasil são:
- Gavião Peixoto (SP) – 73,26
- Gabriel Monteiro (SP) – 71,29
- Jundiaí (SP) – 70,70
- Águas de São Pedro (SP) – 70,51
- Cândido Rodrigues (SP) – 70,26
O Distrito Federal aparece na 20ª posição, com Brasília marcando 69,04 pontos.
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