
O cenário da corrida presidencial ganhou novos capítulos nesta semana. Republicanos e União Brasil decidiram não declarar apoio a nenhum candidato à Presidência da República, enquanto o Avante oficializou o escritor e psiquiatra Augusto Cury como seu representante na disputa eleitoral de 2026.
O Republicanos informou, nesta terça-feira (4), que permanecerá neutro na eleição presidencial. A legenda também confirmou que não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto e adotará uma postura de “independência institucional”.
Em nota, o partido justificou que a decisão considera a ampla presença da legenda nos estados e a necessidade de respeitar as diferentes composições políticas regionais.
“Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”.
Com isso, os diretórios estaduais terão autonomia para definir eventuais alianças, sem orientação do comando nacional da sigla.
O União Brasil, por sua vez, também confirmou a manutenção de uma postura de neutralidade no cenário nacional. O partido integra, desde março deste ano, uma federação com o Progressistas (PP), formando uma das principais forças do chamado “centrão” no Congresso Nacional. O PP já havia anunciado, em 31 de julho, posicionamento semelhante, alinhado à mesma estratégia de não apoio a candidaturas presidenciais.
Em nota, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, destacou a articulação política da federação e a estratégia adotada pelas siglas.
“Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política”, afirmou o dirigente em comunicado divulgado nas redes sociais.
Avante confirma candidatura de Augusto Cury
Já na última segunda-feira (3), o Avante oficializou a candidatura de Augusto Cury durante convenção nacional realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O partido ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente na chapa.
Durante seu discurso, Cury afirmou que, se eleito, pretende defender a implantação do semipresidencialismo no Brasil. Pelo modelo proposto, o presidente exerceria funções estratégicas, enquanto um primeiro-ministro ficaria responsável pela condução da administração do governo.
O candidato também revelou que as conversas para uma possível composição com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, não avançaram. Segundo Cury, uma aliança entre as duas legendas está praticamente descartada.
As definições acontecem na reta final do calendário eleitoral. As convenções partidárias se encerram nesta quarta-feira (5), enquanto o prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto.
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