
Passear com os cães vai além do exercício físico e tem papel relevante na saúde mental dos animais. A prática contribui para o equilíbrio emocional e para uma rotina mais saudável, sobretudo para pets que permanecem longos períodos dentro de casa.
De acordo com Johnatan Henrique Santos, médico-veterinário do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, o passeio funciona como estímulo mental essencial. A falta desse contato com o ambiente externo pode favorecer comportamentos considerados inadequados.
“Quando o animal sai para caminhar, ele é exposto a novos cheiros, sons e movimentos, o que ativa o cérebro e reduz o estresse do dia a dia. Pets que não passeiam com frequência tendem a apresentar ansiedade, agitação excessiva, destruição de objetos e até quadros de depressão”, alerta.
Além do efeito sobre o estresse, os passeios auxiliam no gasto de energia acumulada. Segundo o veterinário, isso reflete diretamente no descanso e no comportamento do animal. “Um pet mentalmente estimulado é mais calmo, mais confiante e responde melhor à convivência com pessoas e outros animais”, afirma.
O hábito também fortalece a relação entre tutor e cão. “O passeio cria um momento de conexão e confiança. O animal se sente seguro ao lado do tutor, o que reflete diretamente no seu bem-estar emocional”, ressalta Jonatan.
O especialista orienta ainda que a atividade seja adaptada às condições de cada pet, considerando idade, porte e estado de saúde, além de horários adequados. “Quando feitos de forma responsável, os passeios se tornam uma ferramenta simples e eficaz para promover saúde mental, qualidade de vida e felicidade aos animais”, conclui o médico-veterinário da UnP, Johnatan Henrique Santos.













