
O pastor Márcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no estado do Rio de Janeiro. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais para integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), além de possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o sequestro de bens e valores de até aproximadamente R$ 22 milhões. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão, cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
De acordo com informações apuradas pela CNN Brasil, entre os alvos da operação também estão o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e o contraventor conhecido como Adilsinho.
Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Federal informou que a investigação busca:
“aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.”
Segundo a PF, esta é a quinta fase da Operação Unha e Carne. As investigações tiveram novo desdobramento após a apreensão de documentos que, conforme a corporação, indicariam ligações entre autoridades públicas e integrantes de organizações criminosas.
De acordo com a apuração, o material analisado continha registros de supostos pagamentos irregulares, doações eleitorais e movimentações financeiras que podem estar relacionadas à lavagem de dinheiro. Ainda segundo a investigação, os documentos também apontariam repasses direcionados a agentes políticos do estado do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal informou que os trabalhos seguem com foco em:
- Análise do material apreendido;
- Identificação do fluxo financeiro;
- Identificação dos beneficiários do esquema;
- Identificação de intermediários;
- Identificação de operadores envolvidos nas movimentações investigadas.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a participação individual de cada investigado. A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias dos fatos e a eventual responsabilidade dos alvos da operação.













