
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), informou nesta quinta-feira (30) que a Prefeitura estuda encerrar os shows realizados durante a programação do Natal em Natal e adotar um novo formato para o evento. A proposta em análise prevê a manutenção apenas do grande show do Réveillon, com reforço nos investimentos em decoração, no Auto de Natal e em atividades descentralizadas nos bairros da capital.
Segundo o prefeito, a intenção é ampliar a participação da população nas quatro regiões da cidade e fortalecer o caráter cultural e turístico da programação natalina.
“No Natal em Natal nós estamos pensando em acabar os shows, fazer só o grande show do Réveillon, mas trazer para dentro uma participação maior da população nos bairros, fazendo o Auto de Natal”, afirmou.
Paulinho Freire também disse que a administração municipal avalia ampliar a decoração natalina, criando novos polos temáticos em diferentes regiões de Natal.
“Criar pontos nas quatro regiões para que as pessoas possam realmente sentir o espírito natalino”, declarou.
O prefeito não informou quando o novo modelo poderá ser implantado nem detalhou como ficará a programação caso a proposta seja colocada em prática.
Parcerias para fortalecer o turismo
Durante a apresentação da proposta, Paulinho Freire afirmou que a Prefeitura mantém conversas com empresas para ampliar a participação da iniciativa privada e tornar o Natal em Natal mais atrativo para moradores e visitantes.
“Já estamos em contato com as empresas para que a gente possa tornar Natal também atrativo para o turista, não só para as pessoas daqui, mas que o turista venha participar de uma forma mais constante aqui do nosso Natal em Natal”, disse.
Na edição de 2025, o Natal em Natal promoveu sete dias de shows gratuitos na área da engorda de Ponta Negra e, durante o Réveillon, também na Avenida da Alegria, na Redinha. A programação reuniu artistas nacionais e locais.
Ministério Público cobra pagamento ao setor cultural
A discussão sobre uma possível reformulação do evento ocorre após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizar uma ação civil pública para que a Prefeitura de Natal e a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) adotem medidas para quitar uma dívida de R$ 41,7 milhões com o setor cultural.
Na ação, o órgão pede à Justiça:
- divulgação da fila de credores;
- apresentação de um cronograma para pagamento dos débitos;
- suspensão de novas contratações por inexigibilidade de licitação com cachês individuais superiores a R$ 500 mil até a redução do passivo.
Segundo o Ministério Público, R$ 34,1 milhões da dívida correspondem a serviços já executados e reconhecidos pela administração municipal, mas ainda pendentes de pagamento. Outros R$ 7,58 milhões são referentes a emendas parlamentares impositivas.













