• Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
No Result
Veja todos os resultados
NOTÍCIAS SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE - O POTI
  • Cidadania
  • Esportes
  • Política
  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Turismo
  • Saúde
  • Editorias
    • Ciência & Tecnologia
    • Mundo Pet
  • Cidadania
  • Esportes
  • Política
  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Turismo
  • Saúde
  • Editorias
    • Ciência & Tecnologia
    • Mundo Pet
NOTÍCIAS SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE - O POTI
No Result
Veja todos os resultados
Início Política

Pesquisa mostra que maioria dos evangélicos rejeita uso eleitoral de igrejas

Levantamento Iser/Quaest ouviu 15 mil pessoas em 412 municípios e aponta diversidade entre evangélicos, além de forte presença da religião nas redes sociais

por Redação
01/10/2026
em Política
0
Pesquisa Iser/Quaest mostra que maioria dos evangélicos rejeita campanhas e indicação de voto dentro das igrejas. Foto: EBC.

“O voto deveria ser do cidadão e não da religião”, afirma o pastor Lucas Oliveira, 30 anos, que atua em uma igreja batista de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A declaração resume uma das principais conclusões da pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria.

Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres, 82% rejeitam discussões políticas durante cultos e missas e 90% são contra campanhas eleitorais dentro de espaços religiosos.

Os números mostram que a rejeição à transformação das igrejas em ambientes de campanha não significa ausência da religião na formação das opiniões políticas. Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência ocorre principalmente por meio da formação de valores, identidades e relações de pertencimento.

“É mais correto falar em mediação religiosa do voto do que em transferência de votos”, aponta.

Influência política vai além dos templos

De acordo com Lívia Reis, a politização dos templos, presente nas eleições legislativas desde os anos 1990 e ampliada nas eleições presidenciais a partir de 2018, provocou divisões dentro de comunidades religiosas.

“A presença forte de lideranças no debate eleitoral não contradiz esse dado. Ela mostra que essas lideranças atuam para além do templo: na mídia, nas redes, no Parlamento. Além disso, a indicação de voto não é uniforme. Ela se concentra em algumas denominações, como a Universal, a Quadrangular e as assembleias de Deus. O que a pesquisa mostra é a distância entre o protagonismo público de certas lideranças e o que a base dos fiéis considera legítimo dentro do espaço religioso”, analisa.

O pastor Lucas Oliveira relata ter acompanhado conflitos provocados pela entrada da política no ambiente religioso.

“Conheço pastor que lá em 2018 estava fervorosamente apoiando candidaturas, mas que hoje não quer nem tocar nesse assunto, quer esquecer que um dia fez campanha política. Porque com isso ele perdeu um número expressivo [de fiéis] da igreja. E o número não volta. Eu recebi muita gente. Nesse período, eu dialoguei com muita gente que estava machucada. Então, a igreja hoje, quando o assunto é política, se tornou um lugar de pessoas machucadas”, relata.

O pastor Moisés Blanco, 46 anos, da Igreja Batista Peregrina, em Natal, também identifica uma reação dentro do segmento evangélico à politização dos espaços religiosos. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo que reúne religiosos de diferentes regiões do país.

“Essa consciência faz parte da gênese da maioria dos protestantes, da maioria dos evangélicos”, afirma.

Blanco relaciona essa posição à tradição protestante de defesa da liberdade de consciência e à separação entre Igreja e Estado.

“Era a luta contra o absolutismo, contra justamente essa unificação de Estado e rei e uma religião que era reflexo do próprio Estado”, afirma Blanco ao se referir ao legado histórico do protestantismo, e que agora é negado por segmentos evangélicos que tentam, segundo ele, impor uma agenda religiosa sobre o ambiente público.

Pesquisa traça perfil dos grupos religiosos

A pesquisa Iser/Quaest foi realizada com 15 mil entrevistas presenciais em 412 municípios brasileiros, incluindo as 27 capitais, durante janeiro e fevereiro de 2026. A margem de erro é de 1%.

O levantamento aponta que os evangélicos representam 29% da população brasileira. Dentro desse grupo, 70% são pentecostais, 17% são protestantes e 10% se identificam como evangélicos sem igreja.

Entre as denominações:

  • Assembleia de Deus: 32% dos evangélicos;
  • Outras denominações pequenas e médias: 28%;
  • Evangélicos sem igreja: 10%;
  • Batistas: 10%;
  • Congregação Cristã: 7%;
  • Igreja Universal: 5%;
  • Igreja do Evangelho Quadrangular: 4%.

O catolicismo representa 50% da população, segundo a pesquisa. O levantamento diferencia 31% de católicos praticantes e 19% de não praticantes.

Entre os católicos praticantes, os níveis de participação semanal e os hábitos de oração aparecem próximos aos registrados entre os evangélicos. A pesquisa também aponta mudanças nas práticas religiosas católicas associadas ao consumo de conteúdos religiosos e ao uso de novas tecnologias.

WhatsApp amplia presença da religião na política

A pesquisa também mostra a importância do ambiente digital para as comunidades religiosas. 66% dos entrevistados afirmaram utilizar o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades e grupos religiosos online.

“As redes sociais e o WhatsApp permitem que a religião esteja na política sem passar pelo púlpito. A mensagem política chega pelo grupo da igreja, pelo influenciador religioso ou pelo vídeo compartilhado pela família, sem a formalidade de uma indicação no culto. Assim, a mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital mais difuso, mas igualmente ancorado em relações de confiança”, afirma a pesquisadora Lívia Reis.

Entre católicos, o levantamento aponta concentração da influência digital em lideranças clericais de grande alcance, como Frei Gilson e outros padres presentes nas mídias.

Entre evangélicos, a liderança digital é mais pulverizada, com nomes como Bispo Deive Leonardo, além de influenciadores e figuras do campo político associados ao universo religioso.

A pesquisa indica ainda uma diferença nos meios utilizados para acompanhar assuntos políticos: evangélicos relatam maior uso do WhatsApp, enquanto católicos recorrem mais à televisão.

A presença da religião também aparece no consumo cultural:

  • 73% dizem ter a Bíblia ou seus versículos como fonte de ensinamentos para a vida;
  • 67% consomem música gospel;
  • 59% consomem filmes e séries religiosas.

Segundo o levantamento, esses conteúdos também chegam a pessoas de outras religiões e a quem não possui religião.

Religião influencia valores, mas não determina o voto

Os dados indicam que a religião participa da formação das posições políticas por meio de valores, identidades e redes de pertencimento, mas o comportamento eleitoral também se relaciona a outros fatores.

Entre católicos brancos, há equilíbrio de preferências políticas, enquanto entre católicos negros, considerando pessoas pretas e pardas, a vantagem de candidatos de esquerda é mais expressiva, segundo a pesquisa.

Entre evangélicos com ensino fundamental incompleto, o apoio a candidaturas de esquerda se aproxima do registrado entre candidaturas de direita.

“A pesquisa mostra onde a religião faz diferença nas opiniões. Ela pesa em temas morais, como a aceitação da diversidade sexual, a ideia de que o Estado deveria defender valores cristãos e o ensino religioso cristão nas escolas públicas. Mas pesa pouco em políticas públicas. Vacinação, educação sexual como prevenção ao abuso, rejeição ao homeschooling e apoio a políticas sociais têm alta concordância em todos os grupos religiosos”, explica Lívia Reis.

Entre os 54% dos entrevistados que se declaram conservadores, 75% apoiam o Bolsa Família e 66% defendem a taxação dos mais ricos. A pesquisa, porém, não mede diretamente quais fatores determinam o voto individual.

Outros dados também mostram diferenças internas entre os evangélicos em temas morais. 79% apoiam a educação sexual nas escolas, 80% são favoráveis ao uso de métodos contraceptivos e cerca de 90% rejeitam o homeschooling.

No debate sobre aborto, 47% dos evangélicos são favoráveis à punição e 45% são contrários. As diferenças variam também conforme renda e escolaridade.

“Dizem que eu sou muito progressista para o espaço que entendem como conservador e muito conservador para um espaço progressista. Mas eu me identifico hoje como um cristão”, aponta o pastor Lucas, de Nova Iguaçu. “Essa diferença entre conservador e progressista se trata de duas faces da mesma moeda”, acrescenta.

Para Lívia Reis, as pautas morais funcionam como marcadores de identidade e pertencimento e têm presença relevante no debate público, enquanto outros temas ligados à vida social apresentam posições menos polarizadas.

Caso Nossa Senhora Aparecida chegou à Justiça Eleitoral

A relação entre religião, política e redes sociais também esteve no centro de uma disputa judicial durante o período eleitoral.

O caso envolveu publicações que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a informação e acionou a Justiça Eleitoral, alegando que o conteúdo era “inverídico” e continha “discurso de ódio e imputação de crime”.

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada das publicações. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão e liberou uma postagem do humorista Antonio Tabet. Em seguida, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação de retirada das publicações.

Na quarta-feira (30), o TSE julgou o caso. Durante a sessão, formou-se maioria para manter a retirada das postagens. Além de André Mendonça, votaram pela manutenção da decisão os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva.

O episódio ilustra como o debate religioso também pode migrar para as redes sociais e para o ambiente institucional, em um cenário no qual a pesquisa Iser/Quaest identifica o peso das relações digitais e dos valores religiosos na formação das opiniões políticas.

*Com informações da Agência Brasil/EBC.

ShareTweetSendShareSend
Notícia Anterior

Prefeitura publica edital para novo Hospital Veterinário com atendimento gratuito na zona Norte de Natal

Próxima notícia

Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no comércio do RN em 2026

Notícias Relacionadas

STF suspende funcionamento da plataforma Rumble no Brasil
Política

STF deve decidir sobre revisão da condenação de Bolsonaro após eleições

por Redação
Ao lado de Natália Bonavides, Lula anuncia novo local para passeata em Natal
Política

Ao lado de Natália Bonavides, Lula anuncia novo local para passeata em Natal

por Redação
Lula lidera simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos
Política

Votos da terceira via e abstenções entram na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

por Redação
Ronaldo Caiado é cotado para ministérios da Agricultura ou Segurança em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Política

Ronaldo Caiado é cotado para ministérios da Agricultura ou Segurança em eventual governo de Flávio Bolsonaro

por Redação
Álvaro Dias defende neutralidade do PL no 2º turno para governo do RN
Política

Álvaro Dias defende neutralidade do PL no 2º turno para governo do RN

por Redação
Próxima notícia
Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no comércio do RN em 2026

Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no comércio do RN em 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

STF suspende funcionamento da plataforma Rumble no Brasil

STF deve decidir sobre revisão da condenação de Bolsonaro após eleições

Bazar Solidário da Casa Durval Paiva tem brinquedos por R$ 5 e R$ 10 a partir desta quinta-feira

Bazar Solidário da Casa Durval Paiva tem brinquedos por R$ 5 e R$ 10 a partir desta quinta-feira

Quer ser voluntário na Copa Feminina? Inscrições terminam nesta quarta-feira

Quer ser voluntário na Copa Feminina? Inscrições terminam nesta quarta-feira

Alice Carvalho relata bastidores de série com Selton Mello e faz reflexão sobre a escala 6×1

Alice Carvalho fala sobre democracia e faz apelo pela participação nas urnas

Ao lado de Natália Bonavides, Lula anuncia novo local para passeata em Natal

Ao lado de Natália Bonavides, Lula anuncia novo local para passeata em Natal

Mais populares

  • Tao paradise

    Day Use no Rio Grande do Norte: listamos opções para você relaxar e se conectar com a natureza

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Governo federal divulga Calendário Nacional de Vacinação de 2024; confira datas

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Pipa é eleita a terceira melhor praia da América do Sul

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Conheça 7 apps de relacionamento cristão para usar agora

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Restaurante de Ponta Negra é eleito um dos melhores do mundo pelo Tripadvisor; saiba qual

    0 shares
    Share 0 Tweet 0

© 2025 - B3 - Todos os direitos reservados. A reprodução ou cópia de qualquer conteúdo deste domínio é expressamente proibida sem autorização prévia e por escrito do portal. Protegemos nosso conteúdo de acordo com as leis de direitos autorais vigentes.

No Result
Veja todos os resultados
  • Cidadania
  • Esportes
  • Política
  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Turismo
  • Saúde
  • Editorias
    • Ciência & Tecnologia
    • Mundo Pet