
A Pinacoteca Potiguar abre neste sábado (9), em Natal, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”, primeira mostra individual do artista visual Janderson Azevedo. A abertura acontece às 10h, com acesso gratuito ao público, no Palácio Potengi, localizado no bairro da Cidade Alta.
A exposição ficará em cartaz até o dia 14 de junho e reúne instalações, objetos e experimentações visuais que abordam temas como violência política, disputas territoriais, exploração ambiental e impactos sociais do capitalismo contemporâneo.
Para construir a mostra, Janderson utiliza materiais como concreto, minerais, água e resíduos, criando obras que simbolizam, segundo ele, as “fraturas do mundo contemporâneo”.
“Eu venho pesquisando crítica institucional. Sempre tive um pé muito firme na política e, desde os meus primeiros trabalhos, busco tensionar e questionar alguns conceitos políticos sociais. Essa exposição é uma leitura de questões do nosso território nacional. Quando a gente fala dessa Máquina de Moer Mundos a gente tá falando do capitalismo, da escala 6×1, que é um retrocesso pro nosso país. Eu não tenho como ser um artista político e não falar sobre essas questões”, afirma o artista visual.

A curadoria da exposição é assinada por Sanzia Pinheiro, que propõe uma experiência sensorial baseada em reflexões sobre processos históricos e sociais ainda presentes na realidade brasileira.
“Contra a Máquina de Moer Mundos não se limita ao diagnóstico da crise. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro”, conceitua.
Trajetória artística
Formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Janderson Azevedo atua como artista visual, performer, produtor cultural e diretor de arte. À frente da Vermelho Arte Produções, desenvolve projetos ligados à arte contemporânea, com pesquisas voltadas para território, matéria e processos sociais.
Sua trajetória inclui exposições e ações culturais no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste.
A exposição tem produção da Curumim Arte e Cultura e Vermelho Arte Produção, além de apoio da Bólide 1050, Fio Produções e da Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte.
O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do RN, Ministério da Cultura e Governo Federal.
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