
A Polícia Federal pretende ouvir o comunicador Léo Dias no inquérito que apura a atuação de influenciadores digitais em suposta campanha contra o Banco Central. A investigação envolve o banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
O depoimento estava previsto para quinta-feira (30), mas foi adiado após a defesa de Léo Dias informar que ainda não teve acesso aos autos do processo. Uma nova data será definida pela PF.
Os investigadores buscam esclarecer se há relação entre o banco Master e o grupo de comunicação ligado ao jornalista, incluindo possíveis repasses financeiros. A apuração tenta identificar se recursos teriam sido utilizados para financiar conteúdos nas redes sociais com críticas à atuação do Banco Central do Brasil durante a liquidação da instituição financeira.
Segundo a investigação, há suspeita de que influenciadores tenham recebido pagamentos para divulgar informações distorcidas sobre o caso. Nesse contexto, a PF também apura a possível participação do empresário Thiago Miranda, responsável pela Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi.
Thiago Miranda já foi intimado a prestar depoimento, mas a oitiva foi adiada após ele passar por um procedimento cirúrgico.
Dados da Receita Federal do Brasil indicam vínculos entre Miranda e Léo Dias. O empresário é sócio-administrador da Miranda Comunicação e também figura como administrador da empresa Léo Dias Comunicação e Jornalismo S.A., além de ter atuado, até 2025, na Léo Dias Comunicação e Jornalismo Ltda SCP VTG.
A apuração também identificou que um mesmo número de telefone está registrado nos cadastros das duas empresas. No aplicativo de mensagens, o contato aparece vinculado a um perfil com a identificação “Leo Dias de Comunicação – Financeiro”.
A assessoria informou que Thiago Miranda permanece como sócio do Grupo Léo Dias e que Daniel Vorcaro é investidor no empreendimento.













