
O Rio Grande do Norte registrou um crescimento constante do número de evangélicos nas últimas duas décadas, conforme os dados preliminares do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo IBGE. Atualmente, 21,4% da população potiguar com 10 anos ou mais se declara evangélica. Em 2000, esse índice era de 8,92%. Apesar do avanço, os católicos ainda representam a maioria no estado, com 67,01%, o que coloca o RN como a quinta unidade da federação com maior proporção de católicos.
No contexto regional, o RN ocupa também a quinta posição no Nordeste em proporção de evangélicos. Já em comparação nacional, o estado está na 22ª colocação nesse segmento religioso. A tendência de crescimento entre os evangélicos acompanha o padrão nacional, onde esse grupo representa 26,85% da população. No Nordeste, o percentual é de 22,47%.
Entre os municípios potiguares com mais de 100 mil habitantes, São Gonçalo do Amarante (29,11%) e Parnamirim (28,81%) têm os maiores índices de evangélicos. Mossoró e Natal apresentam percentuais de 25,69% e 24,62%, respectivamente.
A evolução histórica no estado reforça a mudança no perfil religioso. A proporção de católicos caiu de 83,58% em 2000 para os atuais 67,01%. Já os evangélicos passaram de 8,92% para 21,42% no mesmo período.
Entre as mulheres potiguares, 23,59% se identificam como evangélicas, sendo a maior proporção observada em São Gonçalo do Amarante (32,05%). Já entre os homens, o índice estadual é de 19,03%, com destaque também para São Gonçalo do Amarante (25,93%) e Parnamirim (26,93%).
A análise por faixa etária mostra maior presença evangélica entre os jovens. Nas faixas de 10 a 14 anos e 15 a 19 anos, o grupo evangélico supera os católicos. Já entre os mais velhos, os católicos permanecem predominantes.
No estado, o município com maior índice de evangélicos é Baía Formosa (34,28%), que também concentra os maiores percentuais de seguidores de tradições indígenas (0,93%) e de outras religiosidades (10,41%).
Os dados ainda revelam que a taxa de alfabetização entre evangélicos no RN é de 91,91%, superior à dos católicos (85,9%). Em termos de escolaridade, a presença evangélica diminui nas faixas com maior nível educacional: apenas 2,96% dos que concluíram o ensino superior são evangélicos, contra 9,73% de católicos.













