Prates diz que Brasil tem responsabilidade e dever de liderar a transição energética - O Poti News

Prates diz que Brasil tem responsabilidade e dever de liderar a transição energética

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, participa de painel no Seminário Brasil Hoje, em São Paulo. Foto: Ascom/Petrobras.

Durante o Seminário Brasil Hoje, realizado em São Paulo, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, enfatizou a responsabilidade do país em liderar o processo global de transição energética. No painel “COP da Floresta”, Prates ressaltou os avanços e desafios da companhia, apontando marcos importantes, como os 18 anos de autossuficiência em petróleo completados no dia anterior, em 21 de abril.

Em 21 de abril de 2006, alcançamos a autossuficiência volumétrica, passamos a produzir tanto petróleo quanto consumimos“, lembrou Prates.

O presidente da Petrobras sublinhou a baixa intensidade de carbono do petróleo brasileiro, especialmente nos campos de Búzios e Tupi, no pré-sal, que operam com apenas 9 kgCO2e/boe, abaixo da média mundial de 17,6 kgCO2e/boe. Ele disse ainda que o objetivo contínuo do país em alcançar a autossuficiência em petróleo desde a era Getúlio Vargas, reduzindo a dependência e volatilidade dos preços.

Entretanto, Jean Paul reconheceu os novos desafios enfrentados pelo setor com a transição energética global, afirmando que “agora o petróleo está sob ameaça” e que a Petrobras será líder nesse processo.

O presidente da Petrobras apontou que os hidrocarbonetos continuarão sendo uma parte significativa da economia global por várias décadas e enfatizou a importância de explorar novas fronteiras para garantir o suprimento nacional de petróleo e evitar a importação.

Além disso, Prates falou sobre os esforços da Petrobras em manter operações responsáveis, citando o exemplo da operação de Urucu, na Floresta Amazônica, que gera 25 mil empregos e nunca registrou incidentes ambientais.

A Petrobras é a única empresa capaz de garantir a máxima responsabilidade para os brasileiros e o mundo, no ponto de vista ambiental, na perfuração de poços na Margem Equatorial”, afirmou Prates.

No encerramento de sua fala, Jean Paul propôs uma alternativa para garantir que as atividades na Margem Equatorial beneficiem as populações locais, afirmando que “o dinheiro do petróleo vai financiar conforto, produção energética e bem-estar aos povos dessas regiões”.