
Os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) realizam nesta quarta-feira (29) um dia de paralisação em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa, apelidada por entidades sindicais de “PEC do desmonte do serviço público”. A decisão foi tomada em assembleia da Associação dos Docentes da UERN (Aduern) realizada na tarde desta terça-feira (28).
A paralisação inclui um ato público nos portões da universidade, com a participação de diversas entidades sindicais de Mossoró, que também manifestaram posição contrária à proposta de reforma. O movimento integra a mobilização nacional do funcionalismo público, que realiza hoje, em Brasília, a Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos. O evento reúne caravanas de trabalhadores de todos os estados em protesto contra o avanço da PEC no Congresso Nacional.
De acordo com a Aduern, a escolha da data visa alinhar a mobilização local à manifestação nacional, em defesa do serviço público gratuito e de qualidade. A entidade afirma que a reforma representa “um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e à estrutura do serviço público brasileiro”.
Segundo o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, a proposta em discussão traz retrocessos ainda maiores do que os previstos na PEC 32/2020, engavetada após pressão das categorias. “A adoção da lógica neoliberal de ‘gestão por resultados’, com a instituição do chamado ‘bônus de desempenho’, representa uma ameaça à estabilidade do servidor público, favorecendo práticas clientelistas e a corrupção, além de comprometer a continuidade dos serviços e ampliar a terceirização”, afirmou.
As entidades sindicais argumentam que a reforma administrativa, sob o discurso de modernização e eficiência, pode resultar em redução de direitos, enfraquecimento da estabilidade dos servidores e precarização do atendimento à população.













