
O programa Feito Potiguar tem ganhado destaque como uma das principais ações de incentivo à produção local e à identidade econômica do Rio Grande do Norte. A iniciativa, criada pelo setor produtivo estadual, visa destacar e fortalecer o valor agregado dos produtos fabricados ou cultivados no estado, especialmente nos segmentos de alimentos, bebidas, agronegócio e indústria.
A relevância do Feito Potiguar foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do RN, realizada nesta quinta-feira (5), com a presença de autoridades políticas, empresários, representantes de federações industriais, órgãos públicos e conselheiros do Sebrae-RN.
O propositor do encontro, deputado Hermano Morais, abriu os trabalhos com uma defesa enfática do projeto:
“Com esta audiência, queremos divulgar e ampliar o alcance desse projeto arrojado e ousado, que destaca os produtos que representam a identidade do nosso estado. Afinal, temos uma história tão rica e contribuímos de forma significativa para o desenvolvimento do país, mas, muitas vezes, não damos o devido crédito ao que é feito aqui.”
Durante o evento, os presentes também puderam conhecer e adquirir produtos certificados pelo programa, reforçando a conexão entre produtores locais e consumidores.
O selo Feito Potiguar, marca registrada do programa, já certificou 62 produtos oriundos de polos como Natal, Mossoró e Caicó. Esses itens representam uma variedade de categorias, com destaque para alimentos e bebidas tradicionais da cultura potiguar.
“A proposta do Feito é esta: resgatar o reconhecimento e potencializar as empresas para fazerem negócios, enquanto se inserem no movimento da economia.”, afirma o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo.
Melo destacou ainda que o próximo passo será viabilizar a entrada dos produtos potiguares em grandes redes de supermercados e feiras nacionais e internacionais, ampliando sua visibilidade.
Representando as federações empresariais, o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, reforçou a necessidade de apoiar o setor produtivo local: “Temos aqui, sim, indústrias e empresários com qualidade, e é preciso que a gente dê essa mão para que esses produtos possam ser divulgados e a sociedade possa absorver essa cultura do protecionismo, de trazer o orgulho.”
A consultora do Sebrae-RN, Adriana Lucena, ressaltou o valor simbólico da alimentação na construção da identidade do RN.
“O alimento é uma das simbologias da cultura de um povo. E o RN tem uma particularidade muito interessante, porque foram alimentos que começaram a fazer o lastro da sua economia.”
Já o gestor do programa, Elton Alves, sintetizou a missão da iniciativa: “Isso aqui que a gente está fazendo, mantendo viva a nossa história e a nossa essência, além de não nos intimidarmos por sermos territorialmente pequenos ou menores em volume de produção, é mostrar que impactamos sim o nosso território.”
O presidente da Femurn, Babá Pereira, completou: “Esse selo não é apenas um reconhecimento, é uma ferramenta que agrega valor aos produtos, aumenta sua visibilidade e abre portas para novos mercados.”
Além da certificação, a meta do programa é tornar o Feito Potiguar uma marca de referência no Brasil e fora dele, promovendo parcerias comerciais, exportações e maior integração com o mercado nacional. A audiência foi considerada estratégica para dar visibilidade à pauta e atrair investimentos, além de promover diálogo com os setores produtivo, público e privado.
O Feito Potiguar é um movimento que busca valorizar a produção e a identidade cultural do Rio Grande do Norte, sendo articulado por quatro importantes entidades do setor produtivo: a Fecomércio-RN, a Fiern (Federação das Indústrias), a Faern (Federação da Agricultura e Pecuária) e o Sebrae-RN.
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