O projeto “Meninas no Espaço”, desenvolvido no Rio Grande do Norte e coordenado pela professora Mariana Rodrigues de Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi selecionado entre as três candidaturas brasileiras indicadas para representar o país na etapa internacional do Prêmio Unesco para a Educação de Meninas e Mulheres.
A premiação é considerada uma das principais iniciativas internacionais voltadas ao reconhecimento de projetos que ampliam oportunidades educacionais para meninas e mulheres em diferentes regiões do mundo.
Realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte e a Agência Espacial Brasileira, o projeto busca aproximar estudantes da rede pública da ciência, da pesquisa científica e das áreas de tecnologia e inovação, com foco na participação feminina em áreas Steam.
A seleção brasileira representa uma etapa técnica do processo internacional. Conforme as regras do prêmio, cada país habilitado pela Unesco pode encaminhar até três candidaturas por edição. Os projetos passam por submissão formal em inglês ou francês e são avaliados por um júri internacional independente composto por especialistas.
Entre os critérios analisados estão:
- impacto comprovado;
- inovação;
- sustentabilidade;
- potencial de replicação;
- alcance das iniciativas.
Os projetos também precisam estar em funcionamento há pelo menos dois anos.
Criado em 2016, o prêmio integra ações ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 4, voltado à educação de qualidade, e o ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.
Ao longo de sua trajetória, o projeto “Meninas no Espaço” reúne escolas, professores, pesquisadoras e estudantes em atividades ligadas à iniciação científica, metodologias ativas, observação ambiental e produção de conhecimento científico.
Segundo os organizadores, a iniciativa já alcançou mais de 140 escolas brasileiras e fortalece a participação de meninas em áreas historicamente marcadas pela desigualdade de gênero, como ciência, tecnologia, engenharia, matemática e setor aeroespacial.
O projeto também está ligado à mobilização promovida pela 1ª Olimpíada Nacional GLOBE Brasil e pela 1ª Feira Nacional GLOBE Brasil, envolvendo mais de 20 mil pessoas entre estudantes, professores, universidades e instituições científicas.
Para a coordenadora Mariana Rodrigues de Almeida, a indicação amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido no estado. “Estar entre as três candidaturas brasileiras indicadas para essa etapa internacional mostra que iniciativas desenvolvidas no Rio Grande do Norte podem dialogar com desafios globais da educação. Mais do que um reconhecimento institucional, esse resultado reforça o potencial das meninas quando têm acesso à ciência, à pesquisa e a oportunidades de formação. O Meninas no Espaço representa uma rede coletiva que acredita na escola pública como espaço de ciência, inclusão e transformação social”, afirmou.
A indicação também projeta o Rio Grande do Norte em debates internacionais ligados à inovação educacional e ao incentivo à presença feminina nas áreas científicas e tecnológicas.














