
A cultura da pesca artesanal no litoral norte do Rio Grande do Norte é o foco do projeto documental “Enquanto Houver Maré”, que reúne fotografias produzidas por estudantes da rede pública de ensino de Maxaranguape, Touros e Rio do Fogo. A iniciativa será apresentada em celebração ao Dia Nacional do Pescador, comemorado em 29 de junho, com o lançamento de um fotolivro artístico e documental em versão digital.
Idealizado pelo jornalista e fotógrafe Malu Didier, o projeto foi desenvolvido em coautoria com jovens de 9 a 18 anos, que participaram da oficina “Marés, Memórias e uma Pescaria de Histórias”. A formação incentivou os participantes a registrar o cotidiano das comunidades pesqueiras e refletir sobre a fotografia como instrumento de preservação da memória e das culturas tradicionais.
Segundo Malu Didier, a proposta buscou despertar nos estudantes um novo olhar sobre o território onde vivem.
“A oficina foi pensada para despertar nos jovens o desejo de transformar o cotidiano pesqueiro em memória viva. Eu quis fazer eles se apaixonarem pela fotografia, mostrando que pelas lentes, a gente encontra uma dimensão única da nossa realidade. E pela imagem, a gente consegue traduzir isso em sentimento.”
As publicações do projeto começaram nesta quarta-feira (25), por meio do perfil @enquantohouver.mare no Instagram. A página reúne fotografias, vídeos, registros dos bastidores das oficinas e conteúdos relacionados à pesquisa desenvolvida pela idealizadora sobre narrativas visuais em territórios pesqueiros.
O material aborda diferentes aspectos da pesca artesanal, incluindo a fé, o trabalho no mar, o artesanato, o cotidiano das comunidades e o sentimento de pertencimento aos territórios costeiros.
Fotolivro terá versão digital e exemplares para escolas
O fotolivro “Enquanto Houver Maré” será disponibilizado em formato digital no dia 29 de junho, por meio do Instagram do projeto. A publicação contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição parcial disponível por QR Code.
Além da edição digital, serão produzidos 50 exemplares impressos, que serão destinados às bibliotecas das instituições participantes e à Associação de Maricultoras de Algas de Rio do Fogo (AMAR).
Receberão os exemplares:
- Escola Estadual Tabelião Júlio Maria, em Touros;
- Escola Municipal Germano Gregório, em Maxaranguape;
- Escola Municipal Ana de Paiva, em Rio do Fogo;
- Associação de Maricultoras de Algas de Rio do Fogo (AMAR).
Para Malu Didier, o projeto busca fortalecer a preservação da memória das comunidades costeiras por meio da documentação visual.
“O projeto nasce do desejo de compreender essa relação tão antiga e afetiva que tenho com as águas, mas ele ganha força de verdade quando encontra na documentação, em especial na formação de jovens fotógrafos, uma forma de movimentar a memória de comunidades que vivenciam o mar como território”, afirma a idealizadore.
Viabilizado pelo Edital 08/2024 (PNAB-2025), o projeto conta com apoio da Fundação José Augusto, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte, do Governo do Estado, do Sistema Nacional de Cultura, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.













