
A Câmara Municipal de Natal aprovou um projeto de lei que concede aos servidores públicos municipais o direito de se ausentarem do trabalho em caso de falecimento de seus animais de estimação, especificamente cães e gatos. Agora, o texto aguarda a sanção do prefeito para entrar em vigor e reforça o reconhecimento do luto pet como uma questão de saúde emocional.
Para a psicóloga Anna Cláudia Abdon, especialista em luto e membro da equipe multidisciplinar da Empresa Vila, a medida é um avanço fundamental para o acolhimento emocional da população.
“Animais de estimação fazem parte da família. A dor sentida com a perda de um pet pode ser tão intensa quanto a perda de um ente querido. Validar esse sofrimento é uma forma de acolher emocionalmente essas pessoas e de permitir que vivenciem o luto com dignidade”, destacou.
Anna Cláudia complementou, ressaltando o vínculo afetivo entre humanos e seus pets: “O luto é sempre sobre o vínculo. E quando esse vínculo é profundo, como costuma ser entre humanos e seus animais, ele merece atenção, apoio e rituais de despedida.”
O autor da proposta, vereador Robson Carvalho, afirmou que a iniciativa se alinha com um conjunto de ações sociais e legislativas que reconhecem os animais de estimação como sujeitos afetivos. “A proposição se coaduna com uma série de ações da sociedade, assim como do campo legislativo, na perspectiva de reconhecer os animais de estimação como sujeitos afetivos”, ressaltou.
Esse reconhecimento legislativo acompanha a crescente demanda por serviços e rituais personalizados para o luto pet, refletindo uma mudança cultural significativa. Bruno Gondim, gestor de marketing da Empresa Vila, explicou que o crescimento na procura por esses serviços demonstra a valorização dos laços emocionais com os animais.
“Nos últimos anos, notamos um aumento expressivo na busca por serviços voltados à despedida dos pets. Isso mostra o quanto os vínculos afetivos com os animais estão sendo reconhecidos e valorizados. O luto pet deixou de ser um tabu e passou a ser entendido como uma vivência legítima, que merece espaço e cuidado”, afirmou Gondim.
Para o profissional, esse reconhecimento legislativo acompanha a crescente demanda por serviços e rituais personalizados para o luto pet, refletindo uma mudança cultural significativa.
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