
A vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado Samanda Alves afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) pretende voltar a ter representação no Senado Federal a partir de 2027. A declaração foi feita durante sessão na Câmara Municipal de Natal, em resposta a críticas de parlamentares da oposição sobre o desempenho da legenda e da gestão estadual.
Segundo a parlamentar, o partido se prepara para a próxima disputa eleitoral e seguirá atuando para manter presença em espaços de poder. “O PT vai estar no Senado Federal, representando o Rio Grande do Norte, a partir de 2027. Podem escrever”, declarou.
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três senadores: Rogério Marinho, com mandato até 2031, e Styvenson Valentim e Zenaide Maia, cujos mandatos se encerram e devem entrar na disputa pela reeleição em outubro de 2026. O PT não ocupa cadeira no Senado desde janeiro de 2023, quando terminou o mandato de Jean Paul Prates.
Durante o discurso, Samanda também respondeu a questionamentos sobre obras do governo estadual, liderado pela governadora Fátima Bezerra. A vereadora listou intervenções realizadas em Natal, como:
- inauguração do Instituto Estadual de Educação Profissional (Iern);
- nova sede da Polícia Científica;
- nova Central do Cidadão da Rodoviária;
- instalação de laboratório para exames do SUS.
A parlamentar afirmou ainda que a gestão estadual não entrega obras inacabadas e mencionou a previsão de construção da Casa da Mulher Brasileira na capital potiguar, com execução iniciada na atual administração e conclusão prevista para gestões futuras.
A pré-candidatura de Samanda ao Senado foi anunciada em 19 de março, após a desistência de Fátima Bezerra de disputar o cargo. Com a decisão, a governadora permanece à frente do Executivo estadual até 5 de janeiro de 2027. Pela legislação eleitoral, seria necessário deixar o cargo até o início de abril para concorrer no pleito de outubro.
Em nota divulgada anteriormente, Fátima informou que a decisão foi influenciada pela posição do vice-governador Walter Alves, que não assumiria o governo em caso de renúncia. A possibilidade de dupla vacância poderia levar à realização de eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Para o pleito de 2026, cada estado elegerá dois senadores. Embora uma resolução interna do PT não trate da indicação de um segundo nome, há discussões sobre eventual apoio ao ex-senador Jean Paul Prates, atualmente filiado ao PDT.













