
O Rio Grande do Norte encerrou agosto de 2025 com saldo positivo de 5.339 empregos com carteira assinada, de acordo com dados divulgados pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 24.285 contratações e 18.946 desligamentos, representando um crescimento de 0,82% no número de empregos formais.
O desempenho colocou o estado na segunda posição proporcional no País, atrás apenas da Paraíba, que registrou alta de 1,61% e saldo de 8.492 vagas. Apesar do resultado, este foi o pior agosto em geração de postos formais no RN desde 2020, ano em que a metodologia do Caged foi atualizada. À época, em meio à pandemia, foram criadas 5.600 vagas.
No acumulado de 2025, o RN soma 15.397 novos postos de trabalho formais.
Setores em destaque
Quase todos os setores pesquisados apresentaram crescimento em agosto:
- Agricultura: + 2.332 vagas;
- Serviços: + 1.223 vagas;
- Indústria: + 1.093 vagas;
- Comércio: + 761 vagas.
A única exceção foi a Construção, que registrou saldo negativo de 66 vagas.
Natal
Na capital potiguar, foram contabilizadas 9.236 admissões e 7.975 desligamentos, resultando em saldo de 1.261 empregos formais. Com isso, o número de vínculos ativos chegou a 239.598.
O prefeito Paulinho Freire (União) atribuiu o resultado a medidas locais de incentivo econômico. “A Prefeitura tem atuado como indutora e fomentadora do crescimento, criando condições para novos negócios e garantindo segurança para quem já empreende. O saldo positivo de Natal é reflexo direto desse esforço coletivo”, afirmou.
Cenário nacional
No Brasil, foram criadas 147 mil vagas formais em agosto, número inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando houve 239 mil postos. O resultado corresponde a 2,2 milhões de admissões contra 2 milhões de desligamentos e ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam cerca de 182 mil novas vagas.
No período de 12 meses, o saldo nacional foi de 1,4 milhão de empregos formais, também abaixo do registrado no intervalo anterior (setembro de 2023 a agosto de 2024).
O setor de Serviços liderou em novos postos, com 81 mil vagas, impulsionado pela administração pública (39 mil) e informação (12 mil). Em seguida, aparece o Comércio, com 32 mil. Já a Agropecuária foi o único setor com retração, encerrando 2.665 vagas, em grande parte devido ao fim da safra de café, que reduziu em 10 mil os empregos com carteira.











