
O Governo do Rio Grande do Norte convocou lideranças dos setores produtivos do Estado para uma reunião na próxima terça-feira (15), às 16h, com o objetivo de discutir os reflexos do aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que podem impactar diretamente a economia potiguar. O encontro ocorrerá na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), no Centro Administrativo, bairro de Lagoa Nova, em Natal.
O convite partiu dos secretários estaduais Carlos Eduardo Xavier (Fazenda) e Alan Jefferson da Silveira Pinto (Desenvolvimento Econômico), e também contará com a participação do secretário de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha. A intenção é articular com representantes de sindicatos, federações e instituições que atuam em atividades voltadas à exportação uma resposta conjunta frente ao cenário internacional desfavorável.
No comunicado enviado aos dirigentes empresariais, os secretários destacaram: “Diante da urgência da problemática e dos possíveis impactos econômicos da tributação americana sobre os produtos exportados pelo nosso estado, convidamos [os senhores] para uma reunião [com o intuito de] mobilizar os setores afetados e articular as melhores estratégias em prol do nosso desenvolvimento econômico”.
A expectativa é de reunir representantes da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Fecomércio, Faern, Sebrae, Apex Brasil, Codern, Intermarítima, Brava Energia, Coex e sindicatos de categorias diretamente ligadas à exportação para o mercado norte-americano.
Em nota divulgada na última quinta-feira (10), o Executivo estadual informou que “as implicações dos aumentos de tarifas, por parte dos Estados Unidos, para produtos importados do Brasil têm sido monitoradas com atenção pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, desde março, quando ocorreu o anúncio das primeiras elevações”. Segundo a nota, esse acompanhamento tem como meta subsidiar ações que minimizem os efeitos negativos no desempenho da economia local.
Apesar de contar com uma pauta exportadora diversificada, o Rio Grande do Norte mantém relações comerciais relevantes com os Estados Unidos. Apenas entre janeiro e março deste ano, o Estado exportou US$ 26,2 milhões para o país norte-americano, ao passo que as importações somaram US$ 9,8 milhões — um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral no período.
No acumulado de 2024, o volume exportado pelo RN para os Estados Unidos alcançou US$ 67,1 milhões. Entre os principais itens estão produtos de origem animal não comestíveis, caramelos e confeitos, espécies de atum fresco (albacoras-bandolim), açúcares de cana, sal marinho, querosene de aviação, granitos, mangas e castanha de caju.
Por outro lado, as importações vindas dos EUA totalizaram US$ 76,2 milhões. Entre os produtos comprados estão óleo diesel, gasolina, coque de petróleo, medicamentos com compostos químicos específicos, caldeiras industriais e derivados de etileno.
Com esse panorama, o Governo do Estado busca alinhar ações com os setores empresariais para evitar prejuízos maiores e garantir a manutenção da competitividade potiguar no comércio exterior.
Céu nublado e umidade alta predominam em Natal no fim de semana













