
O Rio Grande do Norte alcançou em abril de 2025 o melhor desempenho em geração de empregos formais para o mês desde o início da série histórica do Caged, iniciada em 2010. Ao todo, foram criadas 2.927 novas vagas com carteira assinada, o que representa um avanço de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 2.723 vagas.
A análise foi realizada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC), com base nos dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e aponta para uma possível retomada mais vigorosa da economia potiguar no segundo semestre.
O setor de Serviços liderou a recuperação, com saldo positivo de 2.638 postos de trabalho. Na sequência aparecem Construção Civil (+459), Comércio (+230) e Indústria (+223). A Agropecuária foi o único segmento com desempenho negativo, registrando a perda de 623 empregos — ainda assim, um recuo menor que o observado em abril de 2024.
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, os dados indicam uma virada positiva no cenário econômico estadual.
“Estamos acompanhando uma inflexão positiva importante. Os dados mostram que a economia potiguar tem reagido, especialmente nos segmentos mais ligados ao consumo e à infraestrutura urbana”, avaliou.
Apesar do resultado expressivo em abril, o acumulado do ano ainda mostra recuperação moderada: de janeiro a abril foram criadas 3.395 vagas com carteira assinada, número inferior às 5.820 registradas no mesmo intervalo de 2024. De acordo com o IFC, esse desempenho reflete os resultados negativos de fevereiro e março, períodos marcados por maior incerteza no consumo e no ambiente de investimentos.
Já na comparação anual, o estado mantém uma trajetória de crescimento robusta. Nos últimos 12 meses, o RN acumulou 31.671 novos empregos formais, uma expansão de 19,2% em relação ao período anterior. Esse ritmo coloca o estado entre os que apresentam as curvas mais promissoras de recuperação no Nordeste.
Para Queiroz, a sustentabilidade desse cenário depende de medidas estruturantes. “O recorde alcançado em abril mostra que o Rio Grande do Norte pode sim voltar a um ritmo mais consistente de geração de empregos, desde que mantenha os estímulos à economia, o apoio aos pequenos negócios e a confiança do consumidor”, destacou.
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