
O Rio Grande do Norte encerrou o mês de abril com saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o estado registrou o fechamento de 156 postos formais de trabalho no período.
Segundo o levantamento, o RN contabilizou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos ao longo do mês. Com o resultado, o estado ficou entre os três únicos do país com mais demissões do que contratações em abril, atrás apenas do Rio Grande do Sul e de Alagoas.
Enquanto o cenário potiguar apresentou retração, o Brasil registrou saldo positivo de aproximadamente 85 mil vagas formais no mesmo período.
Apesar do desempenho negativo em abril, o acumulado de 2026 ainda permanece positivo no estado. Entre janeiro e abril, o Rio Grande do Norte soma 242 empregos formais gerados, resultado de 83.142 admissões e 82.900 desligamentos.
Entre os municípios potiguares, Mossoró teve o pior saldo do mês, com fechamento de 246 vagas. Também registraram retração:
- Ipanguaçu: -117 vagas;
- Jandaíra: -113 vagas;
- Baraúna: -93 vagas;
- Guamaré: -92 vagas.
Por outro lado, Natal liderou a geração de empregos no estado em abril, com saldo positivo de 215 vagas. Outros municípios com resultado positivo foram:
- Assú: 109 vagas;
- São Gonçalo do Amarante: 90 vagas;
- Currais Novos: 84 vagas;
- Pau dos Ferros: 79 vagas.
Na análise por setores econômicos, a maior perda ocorreu na área de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que fechou o mês com saldo negativo de 1.050 vagas. O comércio também apresentou retração, com perda de 354 postos de trabalho, enquanto a indústria geral encerrou abril com saldo negativo de 152 vagas.
Em sentido oposto, o setor de serviços liderou a geração de empregos no estado, com abertura de 1.218 postos formais. A construção civil também registrou crescimento, com saldo positivo de 185 vagas no período.











