
O Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros com elevados índices de perda de água tratada na rede de distribuição. De acordo com levantamento do Instituto Trata Brasil, elaborado com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA) referentes a 2024, o estado registra desperdício de 47,06% da água produzida, percentual superior à média nacional.
O índice coloca o Rio Grande do Norte em um grupo de estados que demandam atenção quanto à eficiência dos sistemas de abastecimento. Segundo o estudo, parte expressiva da água tratada não chega aos consumidores em razão de vazamentos na rede, falhas de medição e ligações irregulares.
Em âmbito nacional, a média de perdas na distribuição é de 39,53%, o que representa cerca de quatro em cada dez litros de água tratados desperdiçados antes de chegarem às residências.
Cenário nacional
O levantamento mostra que 16 estados brasileiros registram perdas superiores a 40% da água distribuída. As maiores taxas estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Entre os estados com os índices mais elevados estão:
- Alagoas: 66,90%;
- Roraima: 65,97%;
- Pará: 57,33%;
- Maranhão: 56,68%;
- Acre: 56,48%;
- Sergipe: 55,10%.
Embora o Rio Grande do Norte não esteja entre os estados com os maiores percentuais, o índice de 47,06% permanece acima do patamar considerado adequado para o setor.
Na outra extremidade do ranking, o Piauí aparece como o único estado a cumprir a meta estabelecida pela Portaria nº 788/2024, registrando perdas de 24,61%. Goiás também apresentou desempenho próximo ao objetivo nacional, com índice de 27,13%.
Meta para os próximos anos
Segundo o Instituto Trata Brasil, a redução das perdas de água é considerada estratégica para a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento e para a diminuição dos custos operacionais do setor.
A meta nacional é reduzir o índice de perdas para 25% até 2033. Para atingir esse objetivo, a entidade aponta a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura, manutenção das redes de distribuição, modernização dos sistemas de monitoramento e controle de vazamentos.
O instituto também lançou a iniciativa “Voto no Saneamento”, que busca ampliar o debate sobre saneamento básico e estimular a inclusão do tema nas propostas apresentadas durante os períodos eleitorais.











