RN tem uma escola entre as 50 com as maiores notas do Enem no país - O Poti News

RN tem uma escola entre as 50 com as maiores notas do Enem no país

Dados do Inep, que não são revelados há três anos, mostram que 46 das 50 escolas com maiores notas do Enem são da rede privada. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebon.

O Rio Grande do Norte tem apenas uma escola entre as 50 com as melhores médias no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O colégio Ciências Aplicadas ocupa o 33º lugar no ranking. Os dados do Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também mostram que as dez instituições potiguares com alunos com as melhores notas do Enem são todas particulares e ficam na capital.

Confira o ranking das escolas com as melhores médias do Enem no Rio Grande do Norte:

  1. Colégio Ciências Aplicadas – 704,31;
  2. Centro de Educação Integrada S.A. (Romualdo) – 688,07;
  3. Colégio Porto – 682,19;
  4. Colégio Marista de Natal – 672,58;
  5. Centro de Educação Integrada S.A. (Roberto Freire) – 672,48;
  6. Facex – 658,85;
  7. Over Lagoa Nova – 655,88;
  8. Centro de Educação Integrada Ltda. (Filial) – 655,52;
  9. Centro de Educação Integrada Mais Ltda. – 653,83;
  10. Colégio Marie Jost – 652,15.

No ranking nacional, apenas quatro escolas são públicas, sendo que todas elas possuem algum tipo de mecanismo para selecionar os melhores estudantes interessados em uma vaga. Entre elas, estão uma unidade militar, duas são vinculadas a universidades federais e uma a universidade estadual.

De acordo com os dados, a diferença entre as médias das escolas públicas e privadas na prova objetiva chegou a 67 pontos em 2022, a menor diferenças dos últimos oito anos. Contudo, na redação essa distância é muito maior, chegando a 182 pontos.

Entretanto, a análise dos dados mostra que o desempenho das escolas públicas cresceu durante a pandemia. Ao contrário do desempenho das escolas privadas, que apresentou uma leve queda durante a crise sanitária.

Os dados foram retirados pelo O Globo da pesquisa “Análise da evolução e disparidades nas notas do Enem”, promovida pela edtech AIO Educação, de autoria dos pesquisadores Paulo Vivas, Murilo Vasconcelos e Mateus Prado, que teve como base os dados do Sedap, do Inep.