
Com a chegada do Carnaval e o aumento da movimentação nas praias e polos turísticos do litoral potiguar, especialistas reforçam a importância da higiene íntima para prevenir infecções ginecológicas. O calor intenso, a umidade elevada e o uso prolongado de biquínis molhados estão entre os fatores que podem comprometer a saúde feminina neste período.
Dados recentes reforçam o alerta. Um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) indica que 72,5% das mulheres brasileiras jovens já apresentaram sintomas vulvovaginais, como coceira, corrimento e dor — quadros que tendem a se intensificar em épocas festivas.
De acordo com o ginecologista e obstetra Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), o ambiente típico da folia favorece o desequilíbrio da flora vaginal.
“O uso frequente de tecidos sintéticos que dificultam a ventilação da região podem favorecer o desequilíbrio da flora vaginal, criando condições favoráveis para o aparecimento de infecções como candidíase e vaginose bacteriana”, alerta.
Cuidados essenciais
Entre as principais recomendações está a higienização adequada, feita apenas com água e sabonete neutro. O especialista desaconselha duchas vaginais e o uso de produtos perfumados.
“O canal vaginal possui uma flora natural de proteção. O uso inadequado de produtos pode alterar esse equilíbrio e favorecer infecções”, esclarece.
Outro hábito comum durante o Carnaval, especialmente entre quem passa horas na praia ou na piscina, é permanecer com roupas úmidas por muito tempo. Segundo Robinson Dias, essa prática aumenta significativamente o risco de infecções.
“Permanecer com roupas úmidas por muito tempo aumenta significativamente o risco de sintomas vulvovaginais. Sempre que possível, é importante levar uma muda de roupa seca e realizar a troca”, orienta.
Atenção após a festa
O cuidado deve continuar mesmo depois do término da folia. Sintomas como coceira, ardor, corrimento com odor ou alteração na coloração exigem avaliação médica.
“Ao perceber sintomas como coceira, ardor, corrimento com odor ou alteração na coloração, a mulher deve procurar um ginecologista e evitar a automedicação”, reforça o presidente da Sogorn.
Para o especialista, a prevenção é a melhor aliada. “Com informação e atitudes simples, é possível curtir a festa sem abrir mão da saúde íntima e do bem-estar”, conclui Robinson Dias.
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