
Tendência internacional, o diamante memorial é o processo de transformar cinzas humanas em pedras preciosas e já é realidade no Rio Grande do Norte. A técnica, que ganhou repercussão nacional após ser escolhida por familiares da cantora Preta Gil e da ex-esposa do apresentador Jô Soares, agora está disponível para os potiguares por meio da Empresa Vila, pioneira no estado na oferta do serviço.
A prática consiste em extrair o carbono das cinzas da cremação e submetê-lo, em laboratório, a condições semelhantes às que formam diamantes na natureza. O resultado é uma pedra que pode ser personalizada em diferentes cortes, cores e tamanhos, com valores que variam entre R$ 4 mil e mais de R$ 250 mil, a depender das escolhas do cliente.
“O processo de produção é de até três meses, variando de acordo com o tamanho da pedra escolhida. A partir da confecção e lapidação, a peça passa por certificação de qualidade e autenticidade, o que a caracteriza oficialmente como um diamante. Com a peça entregue, o cliente pode contatar um joalheiro de confiança para elaborar uma joia da maneira que honrar melhor a sua lembrança e sentimento”, explicou Bruno Gondim, gestor de Marketing da Empresa Vila.
Segundo ele, a repercussão de casos famosos ajuda a tornar a ideia mais acessível e próxima do público local. “Sempre que nomes conhecidos optam por esse tipo de homenagem, percebemos reflexos em conversas e buscas locais. As pessoas passam a ver como algo mais acessível e não restrito a outros países ou a uma elite cultural”, pontuou.
Homenagem eterna
Com atuação voltada à modernização dos serviços funerários, a Empresa Vila aposta na inovação como forma de ampliar as opções disponíveis às famílias no momento da despedida.
“Observamos uma tendência internacional no uso das cinzas transformadas em diamantes como forma de homenagem eterna e personalizada. Como empresa que sempre investiu em modernização do setor funerário no RN, entendemos que trazer essa possibilidade para o público potiguar seria um passo natural para ampliar o leque de escolhas das famílias”, disse Bruno.
Além da produção da pedra, a empresa pretende reforçar a divulgação do serviço com ações educativas, parcerias com joalheiros e pacotes que integrem a criação da joia às cerimônias de despedida.
Para o gestor, mais do que uma inovação tecnológica, o diamante memorial carrega simbolismos profundos. “Enxergamos como uma forma de transformar a dor da ausência em um símbolo de presença eterna. O diamante é um memorial único, que pode ser carregado consigo, transmitido por gerações e que ajuda a ressignificar o luto. Ele representa, ao mesmo tempo, a permanência e a preciosidade do vínculo com quem partiu”, concluiu.
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