
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) emitiu um alerta sobre registros de casos de ciguatera em municípios potiguares e orientou a população sobre os riscos da intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados com ciguatoxina.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, a ciguatera é provocada por uma neurotoxina presente em alguns peixes e pode causar sintomas gastrointestinais e neurológicos.
Um dos principais alertas da Sesap é que a ciguatoxina não altera a aparência, o cheiro nem o sabor do peixe, o que impede a identificação do alimento contaminado antes do consumo.
Os sintomas podem surgir entre poucos minutos e até 48 horas após a ingestão do pescado.
Entre as manifestações mais frequentes estão:
- dor abdominal;
- enjoo;
- vômitos;
- diarreia;
- coceira intensa;
- dores no corpo;
- dormência ou formigamento na língua e nas extremidades.
A secretaria também chama atenção para alterações sensoriais características da intoxicação, como a inversão térmica, condição em que a pessoa passa a perceber o quente como frio e o frio como quente.
Outros sintomas incluem:
- dor de cabeça;
- fraqueza;
- tontura;
- fadiga;
- gosto metálico na boca.
Casos graves podem afetar o sistema cardiovascular
De acordo com a Sesap, em situações mais graves a intoxicação pode provocar alterações cardiovasculares, como:
- queda da pressão arterial;
- redução da frequência dos batimentos cardíacos.
Diante de qualquer suspeita de ciguatera após o consumo de peixe, a orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível.
A secretaria também recomenda que o paciente informe, sempre que possível, qual foi a espécie de pescado consumida, informação que pode auxiliar na avaliação clínica e na investigação do caso.













