
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou a identificação de um caso do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. A confirmação ocorreu após a realização de dois exames no Laboratório Central do Estado (Lacen).
Segundo a Sesap, trata-se de um paciente do sexo masculino, que permanece em isolamento e recebe tratamento por outra enfermidade. Em nota oficial, a pasta informou que “as equipes do hospital estão atuando de forma a evitar a contaminação de demais pacientes, bem como dos profissionais, assim como as equipes de vigilância em saúde estão realizando o monitoramento e rastreio do caso”.
A secretaria esclareceu ainda que “a contaminação pelo fungo identificado ocorre apenas de forma direta, por contato, não tendo alto nível de contaminação”, reforçando que as medidas de controle seguem os protocolos recomendados para esse tipo de ocorrência em ambiente hospitalar.
De acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, a Candida auris é considerada um fungo emergente e representa risco relevante à saúde pública, sobretudo em unidades de saúde. A identificação correta exige métodos laboratoriais específicos, pois pode ser confundida com outras espécies de leveduras.
Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), após a realização de dois exames no Laboratório Central do estado, confirma a identificação da ocorrência do fungo Cândida auri em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano.
O homem está em isolamento, sendo tratado por outra enfermidade. As equipes do hospital estão atuando de forma a evitar a contaminação de demais pacientes, bem como dos profissionais, assim como as equipes de vigilância em saúde estão realizando o monitoramento e rastreio do caso.
A contaminação pelo fungo identificado ocorre apenas de forma direta, por contato, não tendo alto nível de contaminação”.
O que é a Candida auris?
A Candida auris é um fungo emergente identificado pela primeira vez como causador de infecção em humanos em 2009, no Japão. Segundo o Ministério da Saúde, algumas cepas apresentam resistência às três principais classes de medicamentos antifúngicos. A identificação exige métodos laboratoriais específicos, pois o fungo pode ser confundido com outras leveduras, como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae.
No Brasil, a Candida auris foi identificada pela primeira vez em 2020, em pacientes hospitalizados. Conforme o Ministério da Saúde, os registros ocorrem majoritariamente em ambientes de saúde, especialmente em unidades de terapia intensiva, e estão associados a internações prolongadas ou ao uso de dispositivos invasivos.
A infecção pode ser grave, sobretudo em pacientes com outras doenças ou com o sistema imunológico comprometido. A transmissão ocorre por contato direto, o que demanda medidas rigorosas de isolamento, monitoramento e controle para evitar a disseminação em unidades hospitalares.













