
O senador Styvenson Valentim anunciou que irá adotar medidas adicionais de segurança pessoal após o atentado que teve como alvo o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison. Entre as providências citadas pelo parlamentar estão a utilização de veículo blindado, colete balístico e o porte de arma durante seus deslocamentos.
Segundo Styvenson, a decisão foi tomada após acompanhar as informações sobre o ataque ocorrido em Mossoró. “Primeira providência que eu tive quando vi isso aí foi procurar ver se tem carro blindado para a gente locar, procurar usar colete agora, procurar andar armado. Ou seja, a sensação de segurança que a gente pensa que vê numa propaganda não é o que a população sente na rua”, declarou.
O senador, que é capitão da reserva da Polícia Militar, também confirmou preocupação com sua própria segurança durante o período eleitoral de 2026. De acordo com ele, o receio está relacionado, entre outros fatores, à sua atuação em projetos de lei voltados ao combate às facções criminosas.
O atentado contra Cabo Deyvison ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Durante uma transmissão ao vivo, o vereador foi atingido por disparos nas pernas e sobreviveu ao ataque, recebendo alta médica posteriormente.
No mesmo episódio, o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi baleado e morreu no local.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil resultaram, até o momento, na prisão de três suspeitos. José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas foram detidos no Ceará e tiveram a prisão preventiva decretada por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e sequestro. Nesta semana, Wilson Mariano da Silva Filho foi apontado pelas autoridades como o terceiro investigado preso no caso.
As apurações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Ao comentar o caso, Styvenson lamentou a morte do assessor parlamentar e defendeu respostas mais rápidas para o enfrentamento da violência. “Lamento a perda do Dyego, lamento demais. E lamento também a gente não ter soluções de forma rápida. Ou, se não, uma solução que tenha tranquilidade para andar em paz na sociedade”, afirmou.
O senador também avaliou que o atentado reforça o debate sobre segurança pública no Rio Grande do Norte e ressaltou a necessidade de medidas que garantam maior proteção à população e aos agentes públicos.













