
O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) reafirmou seu empenho na formação profissional de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade durante a oficina “Aprendizagem Profissional na Administração Pública”, realizada na última segunda-feira (12). A ação, promovida em parceria com o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN), reuniu autoridades e especialistas para discutir a ampliação e os desafios da política pública de aprendizagem.
O evento ocorreu no auditório do MPT-RN, em Natal, e contou com a presença do desembargador federal do Trabalho Eridson Medeiros, das juízas do Trabalho Marcella Vilar e Stella Autran, além de representantes de diversas instituições, como o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, a chefe da fiscalização do MTE-RN, Rossana Nunes Chaves, e o promotor de Justiça Sasha Alves do Amaral.
Com quatro painéis temáticos, a oficina criou um espaço de diálogo entre gestores públicos e entidades da rede de proteção à criança e ao adolescente, visando fortalecer e expandir a inclusão de jovens no mercado por meio da aprendizagem profissional.
Durante sua fala, o desembargador Eridson Medeiros destacou os obstáculos enfrentados por adolescentes na inserção no mercado de trabalho e incentivou a adesão ao programa:
“Sabemos das dificuldades que existem, não só para o emprego, mas também para abrir as portas para esses jovens. Estou aqui para dar esse testemunho e incentivar a todos que possam participar deste programa.”
O Programa de Aprendizagem do TRT-RN, apresentado na oficina, busca oferecer capacitação técnico-profissional e integração social a jovens em contextos de vulnerabilidade. Para a juíza Marcella Vilar, a iniciativa transforma realidades:
“Ao abrir as portas do nosso Tribunal, nós contribuímos para que esses jovens tenham acesso ao mundo do trabalho, à profissionalização, beneficiando também suas famílias e a sociedade. Nós fazemos com que situações de vulnerabilidades possam ser transformadas em situações de vida que tenham perspectivas de um futuro melhor.”
O procurador do Trabalho Luis Fabiano Pereira, titular da Coordinfância no MPT, avaliou positivamente os resultados do encontro.
“Foi um momento muito produtivo, sobretudo do ponto de vista da sensibilização dos gestores públicos. Muitos manifestaram interesse em abrir suas portas para implementar a aprendizagem em suas instituições”, afirmou. Segundo ele, os próximos passos envolvem apoio técnico, articulação institucional e suporte jurídico para garantir a efetiva inclusão dos aprendizes.
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