
A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista de espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera, após o aumento dos casos da doença no Rio Grande do Norte. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), até 11 de junho deste ano foram registradas 141 ocorrências, número 60,2% superior ao total contabilizado em todo o ano de 2025, quando houve 88 casos.
A ciguatera é uma intoxicação provocada pelo consumo de peixes contaminados pela ciguatoxina, neurotoxina produzida por microalgas marinhas. De acordo com a Sesap, a substância não altera a cor, o sabor nem o odor do pescado e permanece ativa mesmo após processos de cozimento, congelamento ou salga.
Diante do cenário, os órgãos de saúde reforçam a necessidade de atenção na escolha do pescado e orientam a população a evitar espécies associadas a maior número de casos no estado.
Peixes de maior risco
A Sesap recomenda evitar o consumo das seguintes espécies:
- Bicuda (Barracuda);
- Arabaiana;
- Dourado;
- Cioba;
- Pescada Branca;
- Galo do Alto;
- Pargo;
- Sirigado (Robalo).
De acordo com a Secretaria de Saúde, a bicuda (barracuda) está relacionada a 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no Rio Grande do Norte.
Peixes considerados mais seguros
A Vigilância Sanitária de Natal aponta como opções de menor risco:
- Tilápia;
- Curimatã;
- Atum;
- Cavalinha;
- Arenque;
- Manjuba.
Além da escolha da espécie, a Sesap orienta que sejam retirados a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, partes em que pode haver maior concentração da toxina.
O levantamento da Secretaria de Saúde mostra que 64% das intoxicações ocorreram após o consumo do pescado em residências, enquanto 36% foram associados a refeições realizadas em restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.
Natal concentra 52,21% das notificações registradas no estado. Em seguida aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz.
As autoridades de saúde orientam que pessoas que apresentem sintomas após o consumo de peixe, como náuseas, vômitos, diarreia, dores musculares ou alterações neurológicas, procurem atendimento médico para avaliação e acompanhamento.













