
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. A matéria já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal, com expectativa de votação antes do recesso legislativo de julho.
Em nota divulgada pelo PSD ao Diário do RN, a parlamentar reafirmou seu posicionamento favorável à proposta e destacou a coerência de sua atuação política ao longo do mandato.
“A senadora Zenaide Maia sempre manteve coerência com suas posições políticas e com sua atuação parlamentar”, afirma o texto. A nota também relembra que a parlamentar votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, atua como vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado e já declarou apoio à reeleição do chefe do Executivo federal.
O comunicado também destaca a atuação da senadora em pautas relacionadas ao Rio Grande do Norte. “Ao longo de sua trajetória, Zenaide sempre foi parceira do Rio Grande do Norte, destinando recursos, defendendo pautas de interesse da população e exercendo o mandato com independência e compromisso social”, registra a nota.
O documento ainda menciona a relação política da parlamentar com o grupo governista estadual. Segundo o PSD, “apesar disso, foi sendo afastada pela governadora Fátima Bezerra das construções políticas do grupo, não sendo contemplada no arranjo político liderado pela governadora, que optou por priorizar outras composições”.
Defesa da proposta
Zenaide Maia já havia se manifestado anteriormente em favor da mudança na jornada de trabalho. Para a senadora, a proposta pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres.
Ao comentar o tema, a parlamentar ressaltou os impactos da jornada atual na convivência familiar. “Você imagina uma mãe de família que trabalha de segunda a sábado e só tem um dia de folga para olhar os filhos, muitas vezes porque passa a semana quase sem vê-los”, observou.
A senadora também afirmou que a alteração não deve provocar prejuízos às empresas. “Não vai quebrar ninguém, nenhuma empresa. E vai melhorar a qualidade do trabalho, vai melhorar a vida psicológica das pessoas”, disse.
Sobre as críticas de setores empresariais à proposta, Zenaide argumentou que a medida pode trazer benefícios para trabalhadores e empregadores. “Eu sei que tem uma resistência justamente do comércio e da indústria, mas eles vão ganhar com isso. Dois dias de descanso é o mínimo”, concluiu.
O que prevê a PEC
A proposta em tramitação no Congresso Nacional estabelece a substituição da escala 6×1 por uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas preferencialmente em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
O texto também determina que a mudança não poderá resultar em redução salarial para os trabalhadores e prevê um período de transição para adaptação das empresas às novas regras.
Após aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados, a PEC segue para apreciação do Senado, etapa necessária para que a proposta avance no processo legislativo.













